Saudações nerds, pessoal. Meu nome é Matheus e a minha escolha para o primeiro post a ser publicado no A.L. é a sessão de autográfos da Cassie por uma
questão absolutamente sentimental. Espero que gostem.
Cassandra Clare é
definitivamente uma das minhas escritoras favoritas. Me lembro como se fosse ontem, em
2010 vi em um blog literário um sorteio do lançamento daquele mês,de súbito me
interessei pela capa que é extremamente laminada e com a presença de um jovem de pele
dourada ( percebi desde o princípio que não se tratava de um ser humano,
afinal, quem tem a pele dessa tonalidade?) com o tórax cheio de símbolos pretos ( que mais
tarde descobriria que eram runas). Logicamente me interessei e segui todos os
passos do sorteio e dei um clique em “participar”, logo depois fui ler a
sinopse. Uma paixão desde o tópico frasal me preencheu. Por um infortúnio não
venci o sorteio, me restou apenas a opção de comprar o livro, coisa que fiz o
mais rápido possível.
Depois de um tempo
( quase interminável na minha concepção) o livro chegou. Não preciso nem comentar
que naquela altura já tinha roído todas as minhas unhas. Iniciei a leitura. Fui
completamente arrebatado. Os primeiros capítulos me causaram de cara um misto
de emoções, dentre elas o nervosismo, a ansiedade e a angústia.
A escrita da Cassandra me conquistou, devo dizer que isso se
consolidou mesmo a partir do terceiro volume da série (Cidade de Vidro).
Comecei, então, a acompanhar os lançamentos aqui no Brasil e morrer de
ansiedade quando os títulos eram lançados lá fora, a espera pelas traduções não
é a melhor das sensações.
Devo confessar que
me nego a ler Cidade do Fogo Celestial por um único motivo: não posso aceitar o
fim de Os Instrumentos Mortais.
Sem mais delongas, relatarei agora algumas de minhas
experiências no dia 25/08.
Na última
segunda-feira do mês de agosto compareci na sessão de autógrafos da saudosa
Cassie. Nos dias anteriores eu estava bastante nervoso, fiquei terrivelmente
assustado com as sessões dela na Bienal de SP ( não vou me estender muito),
ouvi relatos de que nas filas ocorreu uma verdadeira versão brasileira do
Massacre Quaternário. Entretanto, para a minha alegria pude acalmar meu coração
ao chegar à porta do Village Mall, não havia nem 40 pessoas na fila, como eu
fiquei aliviado ao ver que não tinha ninguém acampado, nenhum colchão sequer!
Entretanto, a
minha alegria não foi a de muitos outros shadowhunters que chegaram depois de
mim, lá pelas 10h00min já tinha 500 pessoas na fila!
Não irei entrar no
mérito organização porque não tenho palavras para tal.
Ás três horas da
tarde, os organizadores começaram a entregar a senha numerada e (como era um
dos primeiros) recebi rapidamente e fui direto para o espaço gourmet do shopping.
Vale ressaltar que
logo depois de comer fui caminhar um pouco pelo shopping e dar uma olhada na
fila. A fila era composta basicamente de forma heterogênea. Um fato comum entre
a maioria das pessoas era a presença de runas de todos os tipos, vi que eles
estavam fazendo na hora mesmo, expostos ao Sol e tudo mais. Pude perceber
também que muitos estavam fazendo cosplays
de alguns personagens, havia uma quantidade razoável de Simons e Isabelles.
Retornei ao meu
lugar na fila lá pelas 17h45min e aguardei mais uma hora. Nesse meio, o
fotógrafo oficial tirou algumas fotos e a escritora chegou. Emoções a flor da
pele.
Subi pelas escadas
até o segundo andar, aguardei uns 5 minutos e chegara a minha hora. Estava
muito nervoso mas consegui trocar algumas palavras com a mesma. Eu agradeci por
ela ter apresentado aquele mundo a nós e por todos os livros, ela me perguntou
qual era o meu personagem favorito ( Jace, é claro), nós rimos e ela se
despediu com um “obrigadu”.
Eu definitivamente
estava realizado, Poucas palavras. Mas palavras muito significativas para mim,
“Eu tinha falado com a Cassandra Clare!” pensava.
Todas as doze
horas que passei na fila foram recompensadas em menos de cinco minutos. Eu me
senti ( e ainda estou assim) atônito, será que aquilo tudo aconteceu mesmo? Se
não fosse pelas fotos e os livros autógrafos nem eu mesmo acreditaria.

P.s.: Eu não passei por tudo isso sozinho, além de aliciar
minha mãe a ler a série eu ainda levei-a para a sessão de autógrafos, por isso
o saldo foi de 4 livros autografados.
